TECENDO A MANHÃ
João Cabral de Melo Neto
Um galo sozinho não tece uma manhã:
ele precisará sempre de outros galos.
De um que apanhe esse grito que ele
e o lance a outro; de um outro galo
que apanhe o grito de um galo antes
e o lance a outro; e de outros galos
que com muitos outros galos se cruzem
os fios de sol de seus gritos de galo,
para que a manhã, desde uma teia tênue,
se vá tecendo, entre todos os galos.
E se encorpando em tela, entre todos,
se erguendo tenda, onde entrem todos,
se entretendendo para todos, no toldo
(a manhã) que plana livre de armação.
A manhã, toldo de um tecido tão aéreo
que, tecido, se eleva por si: luz balão.
"A principal meta da educação é criar homens que sejam capazes de fazer coisas novas, não simplesmente repetir o que outras gerações já fizeram. Homens que sejam criadores, inventores, descobridores. A segunda meta da educação é formar mentes que estejam em condições de criticar, verificar e não aceitar tudo que a elas se propõe." (Jean Piaget)
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sexta-feira, 9 de julho de 2010
sábado, 19 de junho de 2010
Eu digo NÃO aos "rola-bolas"
Para todos os profissionais da Educação Física que honram sua profissão, dentro ou fora das escolas públicas.
Desafios na Educação Física Escolar
By Fabiano on quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010 16:32 , in educação física , 13 Comments
Antes da minha graduação eu já havia trabalho por 6 anos com Educação Física Escolar. Na época a profissão não era reconhecida e alguns cursos técnicos nos habilitavam a trabalhar nas escolas.
Lembro-me que durante esse período as orientadoras pedagógicas diziam que esperavam mais da Educação Física Escolar, queriam um conteúdo mais consistente, que não fosse apenas o esporte pelo esporte. Nas reuniões educacionais pouco se falava da Educação Física. Com pouca experiência e sem uma consistência em minha formação acaba não expondo minhas opiniões a cerca da disciplina. Alguns colegas de profissão também ficavam omissos nas reuniões. Comecei a perceber que uma grande parcela dos docentes eram o que chamamos de professores “rola bola”. Diversas vezes presenciei alunos jogando futebol sem nenhum contexto educacional enquanto o professor colocava o seu diário em dia. Evidente que na maioria das vezes utilizei o esporte e suas regras para fundamentar o meu trabalho, afinal era o que havia aprendido no curso técnico e considerava ser adequado naquele momento.
Ao ingressar no Ensino Superior, minha expectativa era verificar se o grau de conhecimento proporcionado especificamente pelas disciplinas dos esportes auxiliava na vida profissional dos que ingressavam no mercado de trabalho. Percebi que a cada novo semestre as metodologias dos esportes baseavam no princípio da aptidão física e aprendizagem motora (tradicionalista). Este fato me incomodava tanto que decidi realizar minha pesquisa de conclusão de curso com essa temática.
No sétimo e oitavo períodos, verificando o planejamento dos docentes, as ementas das disciplinas e seus currículos, cheguei à conclusão de que na Instituição pela qual me formei necessitava de uma reformulação urgente das disciplinas dos desportos. Com metodologias tradicionalistas e sem uma interdisciplinaridade entre os docentes, os futuros profissionais sairiam da graduação sem uma preparação consistente para as exigências da prática pedagógica na Educação Física Escolar. Mas será que devemos culpar somente a Universidade ou nós professores também temos uma parcela de culpa? Vale a reflexão.
Acredito que os espaços para aqueles que querem fazer do seu aluno um mero reprodutor de movimentos está se tornando cada vez mais escasso, mas é preciso que a sociedade e todos os profissionais da área que são comprometidos com o educar se posicionem diante dos absurdos que ainda existem nas escolas brasileiras. O professor de Educação Física Escolar deve estar ciente de suas responsabilidades, conhecer a dimensão e o alcance do seu saber.
Como cobrar dos Governos um respeito pela disciplina se os que atuam na área não se dão o respeito? “Rolar a bola” qualquer um faz, construir e reconstruir os saberes é privilégio para poucos.
Que profissional você quer ser? Pense, reflita e faça a sua escolha!
Obrigada pela autorização Fabiano, Blog do Faibis.`
Desafios na Educação Física Escolar
By Fabiano on quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010 16:32 , in educação física , 13 Comments
Antes da minha graduação eu já havia trabalho por 6 anos com Educação Física Escolar. Na época a profissão não era reconhecida e alguns cursos técnicos nos habilitavam a trabalhar nas escolas.
Lembro-me que durante esse período as orientadoras pedagógicas diziam que esperavam mais da Educação Física Escolar, queriam um conteúdo mais consistente, que não fosse apenas o esporte pelo esporte. Nas reuniões educacionais pouco se falava da Educação Física. Com pouca experiência e sem uma consistência em minha formação acaba não expondo minhas opiniões a cerca da disciplina. Alguns colegas de profissão também ficavam omissos nas reuniões. Comecei a perceber que uma grande parcela dos docentes eram o que chamamos de professores “rola bola”. Diversas vezes presenciei alunos jogando futebol sem nenhum contexto educacional enquanto o professor colocava o seu diário em dia. Evidente que na maioria das vezes utilizei o esporte e suas regras para fundamentar o meu trabalho, afinal era o que havia aprendido no curso técnico e considerava ser adequado naquele momento.
Ao ingressar no Ensino Superior, minha expectativa era verificar se o grau de conhecimento proporcionado especificamente pelas disciplinas dos esportes auxiliava na vida profissional dos que ingressavam no mercado de trabalho. Percebi que a cada novo semestre as metodologias dos esportes baseavam no princípio da aptidão física e aprendizagem motora (tradicionalista). Este fato me incomodava tanto que decidi realizar minha pesquisa de conclusão de curso com essa temática.
No sétimo e oitavo períodos, verificando o planejamento dos docentes, as ementas das disciplinas e seus currículos, cheguei à conclusão de que na Instituição pela qual me formei necessitava de uma reformulação urgente das disciplinas dos desportos. Com metodologias tradicionalistas e sem uma interdisciplinaridade entre os docentes, os futuros profissionais sairiam da graduação sem uma preparação consistente para as exigências da prática pedagógica na Educação Física Escolar. Mas será que devemos culpar somente a Universidade ou nós professores também temos uma parcela de culpa? Vale a reflexão.
Acredito que os espaços para aqueles que querem fazer do seu aluno um mero reprodutor de movimentos está se tornando cada vez mais escasso, mas é preciso que a sociedade e todos os profissionais da área que são comprometidos com o educar se posicionem diante dos absurdos que ainda existem nas escolas brasileiras. O professor de Educação Física Escolar deve estar ciente de suas responsabilidades, conhecer a dimensão e o alcance do seu saber.
Como cobrar dos Governos um respeito pela disciplina se os que atuam na área não se dão o respeito? “Rolar a bola” qualquer um faz, construir e reconstruir os saberes é privilégio para poucos.
Que profissional você quer ser? Pense, reflita e faça a sua escolha!
Obrigada pela autorização Fabiano, Blog do Faibis.`
Educação Física
(...) o professor de educação física cumpre um papel essencial, pois é ele o responsável pelo oferecimento de situações de aprendizagens que promovam o desenvolvimento motor competente de seus alunos. Tal tarefa exige a necessidade de revisar algumas noções que historicamente tem funcionado como norteadoras das ações pedagógicas da educação física escolar. Uma delas, certamente a mais determinante, é a prática pela prática, sem reflexão. A prática, quando entendida apenas como repetição mecânica, não leva o indivíduo ao planejamento da ação, ao intercâmbio de pontos de vistas, a conceitualização e a tantos outros elementos relevantes no ensino de educação física.
(...)Quantos alunos ainda hoje passam por um professor que só “rola a bola” e separa os grupos. Será que para esse tipo de intervenção é necessário um professor? Certamente não. Quando nos referimos a atuação de um professor construtivista com os jogos motores, estamos pensando em alguém que planeja, que se preocupa em oferecer as melhores situações de aprendizagem possíveis, que se preocupa com a participação de todos, que incentiva a relação entre as crianças, as diferentes formas de agrupamento e assim por diante.
Marcola – Professor de Educação Física
Veja o texto completo aqui.
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Romance
O Romance, gênero literário narrativo, em sua origem, denominava o texto dotado de um exagerado sentimentalismo.
Observa-se que há no Romance (de todas as épocas) uma busca incessante pela pintura da realidade. Utilizam-se de personagens fictícios, vivendo acontecimentos imaginários (e às vezes não)dentro de um contexto social e histórico real.
O interlocutor reconhece naquela produção uma realidade da qual ele compartilha e se vê no lugar deste ou daquele personagem. Então toma para si todas aquelas verdades carregadas pelo protagonista fictício e passa a tratá-las como se pertencessem a ele, interlocutor. Dessa forma, a análise da existência e comportamento humanos é ponto fundamental no gênero Romance.
Com o advento de novas formas de comunicação e de novas tecnologias cada vez mais ao alcance de todos, o gênero vem ganhando novos contornos desenhados pelos escritores modernos.
Uma historia de amor
Era apenas um sonho. Um sonho incrível.
Estava na escola, em Nova York, estava tudo escuro. Andava pelos corredores. Não tinha nada, tudo estava neutro. Andei, andei e andei, encontrei uma sala, com uma pequena luz. Era uma vela. Dentro da sala havia um garoto lindo, perfeito, tinha olhos verdes e com certeza uma bela boca.
- Quem é você? O que você está fazendo aqui?- Perguntei
- Jackson. Qual é o seu nome garota?- Perguntou.
Demorei muito para responder, pois eu não lembrava meu nome.
-Luizza Castellan. O que você está fazendo aqui?- Perguntei. Precisava saber o que ele queria.
- Luizza... Hum, estou esperando você Luizza!
- Para quê? Posso saber Jackson?- Perguntei. Queria saber, eu precisava saber.
- Para dizer que eu te amo, Luizza. Para falar que eu amo você.
Fiquei sem palavras, meu coração batia muito forte, minhas pernas tremiam não conseguia formular uma resposta para aquilo, então eu simplesmente perguntei:
- Me ama? Como você pode me amar se você nunca me viu?
Ele olhava para mim como se eu fosse uma louca.
- Não posso acreditar... Você não se lembra de mim?- Perguntou.
A única coisa que eu consegui dizer foi um “não”, bem baixinho. Sentia vergonha, pois eu não me lembrava dele... Não lembrava nada.
- Luizza... Eu sou aquele a quem que você sempre amou, mas eu estou um pouco diferente, estou alguns anos mais velho.
Havia me lembrado. Perseu era o nome pelo qual eu sempre o chamava. Olhei para ele. Diferente, muito diferente. Ele havia estudado comigo, eu o amava muito, e agora ele estava ali, falando que me amava. Ele seria o grande amor da minha vida. Sem pensar disse:
- Por que você realmente está aqui? Se você me ama... prove!
Nunca achei que ele pudesse fazer o que fez, nunca. Ele estava realmente lindo. Ele veio andando até mim. Meu coração saía pela boca. Eu não conseguia fazer nada, parecia que ele era a minha alma, meu sistema nervoso, minha vida. Quando chegou perto de mim, disse:
-Quem ama, confia!
Então, ele me beijou. Simplesmente me beijou. Meu coração bateu muito mais forte. Eu o amava tanto que parecia que minha pequena e inútil vida estava acabando.
Nesse momento, o despertador tocou. Era apenas um sonho. Hora de ir para a escola e continuar minha pequena vida, sem meu grande amor.
Texto de Ana Luísa Soalheiro
terça-feira, 15 de junho de 2010
sábado, 22 de maio de 2010
A "educadora", o barraco e um sonrisal
A postagem anterior tem relação com uma agressão que sofri dentro de minha escola ( a pública). Estávamos na saída do turno e havia parado por uns 3 minutinhos para conversar com uma colega quando fui surpreendida pela professora de Educação Física berrando pelo pátio e ordenando que eu parasse de "bater papo" e fosse tirar o meu carro porque a sua saída estava interditada. Ela fez um verdadeiro barraco pelo pátio da escola. Foi uma baixaria só.
Desde então tenho refletido muito sobre os motivos que podem fazer de uma instituição de ensino público a verdadeira "casa da mãe Joana" (nada pessoal contra as Joanas). E depois de muito pensar cheguei a minha conclusão: os funcionários(servidores) são os culpados. Não todos, é claro. Mas aqueles que estão ali com o único intuito de assinar o livro de ponto. Esses odeiam seus alunos, odeiam a escola e odeiam a educação.
Existe algo que se chama vocação e quem não possui vocação para ser educador não deveria estar dentro das escolas. "Quem não tem competência que não se estabeleça". Concordam?
A educação no país, precisa de profissionais comprometidos e não oportunistas. A educação precisa de profissionais competentes que acreditem na mudança e que façam a diferença. Pessoas que respeitem o ser humano e que se façam respeitar.
Lamentável! Uma escola pública onde a crista de determinados professores é infinitamente maior que sua competência.
Vai um sonrisal aí?
sexta-feira, 21 de maio de 2010
Animosidade de uma profesora.
Espanta-me a animosidade colocada a mostra em sua forma mais vulgar. Era uma professora e estava completamente fora de si. Berrou para quem quisesse ouvir. É engraçado como a escola pública abriga todo e qualquer tipo de "profissional". Fosse na rede particular, estaria ela demitida por justa causa. O artigo 482 da CLT prevê que o funcionário que agride outro, mesmo que verbalmente, colocando em cheque sua dignidade, pode ser demitido por justa causa. Mas em se tratando de funcionalismo público, a casa da mãe Joana, tudo é permitido. Lamentável. Pergunto-me quando chegará o dia em que a educação contará com o protagonismo de educadores de fato.
domingo, 4 de abril de 2010
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Redação ENEM
Proposta de Redação do ENEM 2009
Tema: O indivíduo frente à ética nacional
Produzir texto dissertativo-argumentativo, em norma culta escrita da língua portuguesa, apresentando proposta de ação social que respeite os direitos humanos.
Tema: O indivíduo frente à ética nacional
Produzir texto dissertativo-argumentativo, em norma culta escrita da língua portuguesa, apresentando proposta de ação social que respeite os direitos humanos.
Sejamos honestos, o ensino oferecido pelas escolas públicas brasileiras dá condições ao participante de produzir um texto eficiente sobre esse tema? Não acredito. Sabemos que os alunos provenientes do ensino médio público formam-se com uma visão muito estreita quando o assunto é política. São jovens pouco politizados que estão sob a tutela de um governo assistencialista que "dá o peixe mas não ensina pescar". Como um indivíduo (beneficiário da política de bolsas disso e daquilo) é capaz de elaborar um ponto de vista crítico a respeito de ética nacional? ´
Fico me perguntando sobre qual interesse motivou a instituição responsável pela elaboração da prova (a respeitadíssima UNB, para a qual, aliás, tiro o chapéu), que tem consciência do perfil dos inscritos (pelo menos da maioria deles) a solicitar a propositura de uma ação social que solucione o problema da falta de ética no país.
Achei um bom tema, uma proposta interessante. Melhor seria se o público participante fosse em sua maioria capaz de exercer a cidadania de forma crítica........
Bom, quanto ao restante do meu simples ponto de vista, vou me autocensurar, melhor assim.
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